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Em
1981, foram identificados os primeiros casos da Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida (AIDS) através de um elevado número de pacientes adultos masculinos
em São Francisco (EUA) que apresentavam sarcoma de Kaposi, pneumonia por Pneumocystis carinii e comprometimento
do sistema imune (1).

No
ano de 1983, um vírus com atividade da enzima transcriptase reversa foi
identificado a partir de um linfonodo de um paciente com AIDS, indicando que a
síndrome era causada por um retrovírus. A existência do estado de portador foi
demonstrada com o isolamento do mesmo agente em pessoas assintomáticas (2).


em 1986, foi identificado um segundo agente etiológico, também retrovírus, com
características semelhantes ao HIV-1, denominado HIV-2, em pacientes
originários da África Ocidental. Nesse mesmo ano, um comitê internacional
recomendou o termo HIV (Human Immunodeficiency Virus ou Vírus da
Imunodeficiência Humana) para denominá-lo, reconhecendo-o como capaz de
infectar seres humanos (1,2).

Do
início da pandemia até 2018, 74,9 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV,
e cerca de 32 milhões morreram por doenças decorrentes da AIDS. No mesmo ano,
37,9 milhões de pessoas viviam com o HIV em todo o mundo e o total de novas
infecções foi de 1,7 milhão (40% a menos que no ano de 1997 quando houve o pico
de 2,9 milhões de novos casos) (3).

II.          A Epidemia do HIV no Brasil

No
Brasil, o primeiro caso foi investigado e notificado retrospectivamente na
cidade de São Paulo em 1980. Inicialmente, no âmbito sexual, a infecção afetou principalmente
o grupo composto por homens que fazem sexo com homens. Contudo, especialmente
naqueles pertencentes às classes médias urbanas, houve intensa mudança de
comportamento e adoção de práticas sexuais mais seguras, causando estabilidade
após os primeiros anos de intensa disseminação (4).

Por
receberem regularmente componentes sanguíneos de doadores, um grupo
profundamente atingido pela infecção foram os hemofílicos, o que causou
mobilizações populares e maior rigidez no controle das doações sanguíneas, com
disponibilidade de testes de detecção de anticorpos anti-HIV a partir de 1986.
Em meados da década de 80, os usuários de drogas injetáveis alcançaram uma
posição de destaque entre os casos de transmissão sanguínea, perfazendo cerca
de 20% dos casos acumulados no Brasil em estudos de 1997 (4).

Nos
anos seguintes, a transmissão heterossexual assumiu um papel muito importante,
assim como aumentaram os casos entre mulheres e a doença deixou de estar
presente apenas nos grandes centros. Apesar disso, entre 2007 e 2019 foram
registrados 300.496 casos de HIV no Brasil, dos quais 45,6% (136.902) vieram da
região sudeste e 69% (207.207) eram homens (4,5).

III.         
Conquistas
e desafios

As
intensas pesquisas e políticas governamentais criadas ao longo dos anos possibilitaram
a diminuição da morbidade e mortalidade resultantes da infecção pelo HIV.
Estima-se que o Brasil conseguiu evitar 2,5 mil mortes por AIDS entre os anos
de 2014 e 2018. Nos últimos anos, o número de mortes pela doença caiu 22,8%,
saindo de 12,5 mil em 2014 para 10,9 mil em 2018 (6).

Um
dos principais determinantes para tais resultados é a terapia antirretroviral
(TARV). Em 1995, a introdução da HAART (Terapia Antirretroviral Altamente
Potente) estimulou a inibição viral e a melhora do quadro clínico dos
pacientes. A partir de 2014, o tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV
tornou-se obrigatório em qualquer grau de comprometimento imunológico, assim
como a notificação da infecção, levando a um maior acesso ao tratamento e maior
número de diagnósticos, causando tendência de queda maior na taxa de AIDS
(6,7).

Apesar
disso, a maioria dos novos casos continuam sendo registrados em jovens e por
isso, no ano de 2018, 57,5% (18,2 mil) das notificações no país estavam
situadas na faixa etária de 20 a 34 anos. A mesma situação ocorre para os casos
de AIDS, já que em toda a série histórica a maior concentração também está
entre os jovens, em pessoas de 25 a 39 anos, com 492,8 mil registros (6).

Autoridades
em saúde acreditam que a tendência se mantém devido aos bons resultados do
tratamento, que disfarçam para os mais novos – que não viveram o período de
temor e incerteza da era pré-TARV – o potencial altamente lesivo e as
consequências graves da doença. A solução ideal continua sendo a mobilização
social e a conscientização para que haja a diminuição do número de infecções,
gerando conhecimento sobre as formas de prevenção, entre elas, a principal: o
uso de preservativo (6).

Quando
falamos sobre transmissão vertical, as atividades de educação para jovens
ganham ainda mais importância, pois 27,8% das gestantes infectadas possuem
entre 20 e 24 anos e a maior rigidez do pré-natal é a principal medida para
ampliar o diagnóstico e prevenir a transmissão vertical (6).

Por
fim, o Ministério da Saúde estima que 135 mil pessoas vivem com HIV no Brasil e
não sabem. Dessa forma, é importante estimular campanhas para as pessoas que
não se preveniram em algum momento da vida procurarem uma unidade de saúde com
o intuito de fazer o teste. Com o tratamento adequado é possível tornar o vírus
indetectável e impedir o desenvolvimento da AIDS (6).

IV.         
Contatos

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