Anúncio

Agentes procinéticos no tratamento de refluxo gastroesofágico: epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento | Colunistas

resumo-de-agentes-procineticos-no-tratamento-de-refluxo-gastroesofagico_-epidemiologia-fisiopatologico-diagnostico-e-tratamento-Edilio_Povoa_Lemes

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

Definição

Agentes procinéticos são fármacos que atuam de modo a aumentar a pressão do esfíncter esofágico inferior (EEI), diminuir a regurgitação e acelerar o esvaziamento gástrico. Como representantes dessa classe de fármacos, temos: bromoprida, cisaprida, domperidona, metoclopramida; apesar de todos pertencerem à mesma classe, possuem atuação e efeitos colaterais distintos.

São recomendados para o tratamento do refluxo gastroesofágico, que pode ocorrer tanto na forma fisiológica quanto na forma patológica: o primeiro, bastante comum nos meses de vida iniciais, desaparecendo com a ingestão de alimentos sólidos e mudança da postura; já o segundo caso pode ser provocado por diversos fatores.

Epidemiologia do Refluxo Gastroesofágico

”O refluxo é bastante comum entre crianças, embora a maior incidência seja no sexo masculino, a diferença não é significativa. A estimativa dentre o total de crianças nessas condições percentuais muito pequenos foram examinadas de forma mais detalhada em 2%, cujos quais apenas 0,4% necessitou de intervenção cirúrgica” (Soares et al, 2014).

Fisiopatologia

“A região gastroesofágica possui diversas estruturas que dão suporte para a barreira antirrefluxo como o EEI, ângulo de His, ligamento freno-esofágico, roseta gástrica e o diafragma crural” (NORTON e PENNA, 2000).

“O motivo da maioria dos casos de refluxo ocorre pelo total relaxamento do esfíncter esofágico inferior em pequenos intervalos de tempo de forma intermitente” (Soares et al, 2014).

Quadro clínico

 “Os sintomas do RGE podem acontecer após as refeições em alguns minutos ou algumas horas, sendo percebida por sensações de queimação ou peso no estômago dentre os sintomas estão a sensação de queimação que pode atingir a garganta e o peito além do estômago, arroto, azia, indigestão, tosse seca constante após as refeições, crises de asmas ou infecções nas vias aéreas , regurgitações, laringite, dificuldade para engolir alimentos dentre outros.” (Bezerra C., 2021)

Fonte:https://drpaulopittelli.com.br/doencas-e-tratamentos/doenca-do-refluxo-gastroesofagico

Diagnóstico

O diagnóstico para a patologia pode ser obtido através do histórico de recorrência dos sintomas; o profissional especializado nessa área o Gastroenterologista ou Pediatra, há vários métodos laboratoriais que podem constatar o refluxo, mas não podem confirmar se é do tipo fisiológico ou patológico.

Tratamento

“Inibidores da bomba de prótons, fármacos para a redução do ácido gástrico, o tratamento eficaz e recomendado é com o uso de agentes procinéticos, embora não tão eficazes quanto os inibidores de bombas de prótons, mas esses fármacos podem ser associados, esses estimulam o movimento do bolo alimentar no aparelho digestivo (esôfago, intestino e estômago).” (Lynch K. L. 2020)

A redução dos efeitos do estreitamento do esfíncter ocorre e os efeitos do RGE são completamente inutilizados ou amenizados permitindo ao paciente uma vida normal sem ser afetado pelas suas complicações, cirurgias são raras, porém ocorrem em alguns casos onde o agravamento já está elevado, mas o tratamento com uso de procinéticos e associações podem resolver dispensando intervenções cirúrgicas na maioria dos casos. Existem tipos diferentes de agentes procinéticos que são recomendados pelo profissional da respectiva área, Gastroenterologistas, em determinados casos fármacos podem resolver o RGE sem quaisquer recorrências dessa, trata-se de uma disfunção mais comum em crianças na maioria dos casos o próprio pediatra avalia o paciente, acompanha e o trata até cessar os episódios de queimação e regurgitações, mais frequentes em recém nascidos que em adultos.

O RGE não pode ser confundindo com a DRGE, sendo esse patológico e aquele fisiológico com o histórico e o grau de recorrência os profissionais da área podem distinguir qual se trata por informações recebidas pelos acompanhantes e/ou paciente ou até mesmo através de exames clínicos que podem ser solicitados conforme a avaliação e o acompanhamento ao longo do tratamento oferecido.

Autor: Édilio Póvoa Lemes Neto – @ediliopovoa

Referências:

1.Bezerra C. acessado em https://www.tuasaude.com/refluxo-gastrico/

2.Lynch K. L. acessado em https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-digestivos/dist%C3%BArbios-esof%C3%A1gicos-e-de-degluti%C3%A7%C3%A3o/doen%C3%A7a-do-refluxo-gastroesof%C3%A1gico-drge

3.Norton RC et al Refluxo gastroesofágico Jornal de Pediatria – Vol. 76, Supl.2, 2000 S219

4.Soares et al Braz. J. Surg. Clin. Res. V.8,n.2,pp.51-53 (Set – Nov 2014)



O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Garanta seu semestre em Medicina com R$ 200 off no SanarFlix 2.0

Anúncio

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀