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Adenomegalia: principais causas e condutas diagnósticas em adultos e crianças

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A adenomegalia, também chamada de linfadenopatia periférica, corresponde ao aumento anormal dos linfonodos. Essa condição pode refletir desde respostas inflamatórias transitórias até doenças graves como neoplasias hematológicas. Por isso, seu reconhecimento clínico exige uma abordagem diagnóstica criteriosa tanto em adultos quanto em crianças.

Embora muitas vezes seja consequência de causas benignas, a adenomegalia pode estar associada a doenças potencialmente graves. Assim, compreender suas principais causas e conhecer as condutas diagnósticas adequadas é fundamental para a prática médica.

A imagem abaixo representa esquematicamente os principais linfonodos na região da cabeça e pescoço que provavelmente estão aumentados ao exame físico em pacientes com diversas doenças locais ou sistêmicas. 

Fonte: UpToDate, 2024.

Adenomegalia em adultos: causas mais frequentes

A adenomegalia em adultos apresenta um espectro variado de etiologias. Frequentemente, o aumento dos linfonodos está relacionado a processos infecciosos, mas é necessário lembrar que doenças autoimunes e neoplásicas também desempenham papel relevante.

Causas infecciosas

Na prática clínica, as infecções representam uma das causas mais comuns de adenomegalia. Entre elas, destacam-se a tuberculose, a mononucleose infecciosa causada pelo vírus Epstein-Barr e infecções bacterianas como as estreptocócicas. Nesses casos, a adenomegalia costuma ser dolorosa, móvel e acompanhada de sinais inflamatórios, como febre e mal-estar.

Causas neoplásicas

Por outro lado, uma preocupação constante é a possibilidade de câncer. As neoplasias hematológicas, como os linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin, além da leucemia linfocítica crônica, podem ter como manifestação inicial a adenomegalia persistente. Diferentemente das causas infecciosas, os linfonodos neoplásicos são geralmente endurecidos, indolores e de crescimento progressivo.

Causas autoimunes e inflamatórias

Outro grupo importante de etiologias envolve as doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide. Nessas situações, a adenomegalia reflete a ativação crônica do sistema imunológico, sendo geralmente acompanhada por outros sinais sistêmicos, como artralgias, lesões cutâneas ou febre persistente.

Adenomegalia em crianças: causas predominantes

Quando se avalia a adenomegalia em crianças, a perspectiva diagnóstica é distinta. Diferente dos adultos, a maioria dos casos está relacionada a causas benignas, especialmente infecções virais autolimitadas.

Infecções virais e bacterianas

Na faixa pediátrica, as viroses respiratórias, o citomegalovírus e o vírus Epstein-Barr figuram entre os agentes mais comuns. Já nas infecções bacterianas, o Staphylococcus aureus e os estreptococos beta-hemolíticos são frequentemente responsáveis por quadros de linfadenite aguda. Nessas situações, a adenomegalia apresenta-se dolorosa, de evolução rápida e frequentemente associada a febre e sinais flogísticos locais.

Causas neoplásicas na pediatria

Apesar de menos prevalentes, os cânceres infantis também devem ser considerados. Linfomas e leucemias podem ter início silencioso, manifestando-se apenas com linfonodos aumentados. O desafio clínico está justamente em diferenciar a adenomegalia benigna daquela que requer investigação oncológica precoce.

Abordagem diagnóstica da adenomegalia em adultos

A conduta diagnóstica diante de um adulto com adenomegalia deve ser sistemática, valorizando a integração entre dados clínicos, exames complementares e, quando necessário, avaliação histopatológica.

Importância da anamnese e exame físico

O primeiro passo é uma anamnese detalhada. Perguntas sobre tempo de evolução, sintomas associados como febre noturna, perda de peso inexplicada e sudorese noturna são cruciais. No exame físico, devem ser observados aspectos como localização, tamanho, consistência e mobilidade dos linfonodos. Uma adenomegalia supraclavicular, por exemplo, merece maior atenção por estar frequentemente associada a neoplasias.

Exames laboratoriais e de imagem

Se a investigação inicial indicar suspeita infecciosa, exames laboratoriais como hemograma, sorologias virais e testes para tuberculose podem auxiliar. Dessa forma, quando a suspeita recai sobre causas neoplásicas, exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e PET-CT tornam-se fundamentais para estadiamento e direcionamento diagnóstico.

Papel da biópsia

Em casos persistentes ou suspeitos, a biópsia é indispensável. Embora a punção aspirativa por agulha fina seja útil em alguns contextos, a biópsia excisional continua sendo o padrão-ouro para avaliação morfológica e imunohistoquímica do linfonodo.

Abordagem diagnóstica da adenomegalia em crianças

Em crianças, a avaliação diagnóstica deve ser feita com cautela, já que a maioria dos casos tem evolução benigna.

Critérios de alerta

Atenção especial deve ser dada às adenomegalias que persistem por mais de quatro a seis semanas, que aumentam progressivamente de tamanho ou que estão associadas a sintomas como febre prolongada, perda de peso e fadiga. Esses são sinais de alerta que justificam investigação mais detalhada.

Conduta inicial

Na maioria das vezes, é possível adotar uma conduta conservadora inicial, acompanhando a evolução clínica e solicitando exames básicos como hemograma e marcadores inflamatórios. Assim, o uso precoce da ultrassonografia pode auxiliar na caracterização da adenomegalia, diferenciando padrões benignos e suspeitos.

Indicação de biópsia

Quando a evolução clínica ou os achados de imagem sugerem malignidade, a biópsia deve ser indicada. No entanto, a decisão deve sempre considerar o impacto da intervenção no paciente pediátrico, sendo idealmente conduzida por equipes especializadas.

Comparação entre adultos e crianças

Ao comparar a adenomegalia em adultos e crianças, observa-se que a prevalência de causas malignas é maior nos adultos, enquanto nas crianças predominam os quadros infecciosos e reativos. Além disso, a abordagem diagnóstica tende a ser mais invasiva nos adultos, com indicação precoce de biópsia, ao passo que nas crianças recomenda-se uma avaliação mais conservadora, evitando procedimentos desnecessários diante de quadros benignos autolimitados.

Essa distinção ressalta a importância de considerar o contexto clínico e a faixa etária na tomada de decisão, garantindo maior precisão diagnóstica e menor risco de intervenções excessivas.

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Referências bibliográfica

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