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Acrocórdons: o que são, sinais e possíveis tratamentos

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Acrocórdons: tudo o que você precisa saber para sua prática clínica!

Os acrocórdons são pequenas lesões cutâneas benignas, bastante comuns, que podem surgir em diversas áreas do corpo, especialmente em regiões de dobras e atrito. Também conhecidos como pólipos fibroepiteliais ou “pintas de carne”, essas estruturas são motivo frequente de consultas dermatológicas, tanto por questões estéticas quanto pelo desconforto físico que podem causar.

O que são acrocórdons?

Os acrocórdons são pequenos crescimentos cutâneos pedunculados, ou seja, apresentam uma base estreita que liga a lesão à pele. São formados por tecido fibroso, colágeno e vasos sanguíneos revestidos por epitélio. Essas lesões não possuem potencial de malignização, o que as diferencia de outras lesões de pele.

Características principais:

Os acrocórdons geralmente medem entre 1 e 5 milímetros, embora algumas lesões possam crescer e atingir até 1 centímetro de diâmetro. Essas estruturas apresentam coloração semelhante à da pele adjacente, mas em alguns casos podem se tornar ligeiramente hiperpigmentadas, principalmente em áreas de atrito constante ou em indivíduos com tonalidade de pele mais escura.

Em relação à textura, sua consistência é mole e elástica, o que facilita sua manipulação e diferenciação de outras lesões dermatológicas mais rígidas ou endurecidas. A superfície dos acrocórdons tende a ser lisa, o que contribui para seu aspecto discreto, mas em algumas situações podem apresentar uma leve rugbosidade ou enrugamento, especialmente em lesões maiores ou mais antigas.

Fonte: GOLDSTEIN, B. G.; GOLDSTEIN, A. B., 2024.

Dessa forma, esse conjunto de características – pequeno tamanho, coloração uniforme, consistência flácida e superfície geralmente lisa – é fundamental para que médicos e dermatologistas possam reconhecer e diferenciar essas lesões de outras condições dermatológicas, como nevos melanocíticos, queratoses seborréicas ou papilomas virais.

Epidemiologia e prevalência

Estima-se que cerca de 25% a 50% da população adulta desenvolva acrocórdons em algum momento da vida, com maior incidência após os 30 anos. A prevalência aumenta com a idade, sendo mais comum em pessoas com mais de 50 anos. Embora possam ocorrer em qualquer sexo, são ligeiramente mais frequentes em mulheres, principalmente após a menopausa.

Regiões mais acometidas

  • Pescoço
  • Axilas
  • Pálpebras
  • Virilha
  • Área inframamária

Sinais clínicos e sintomas associados aos acrocórdons

Os acrocórdons, na maioria dos casos, são assintomáticos. Entretanto, algumas condições podem torná-los sintomáticos, especialmente quando há atrito constante com roupas ou jóias.

Principais sinais e sintomas:

  • Presença de pequenos pólipos moles em áreas de dobras
  • Desconforto mecânico em regiões de fricção
  • Irritação ou inflamação local, especialmente se houver trauma
  • Sangramento ocasional, quando há lesão acidental

Em geral, o diagnóstico é clínico e pode ser feito por exame físico. Em casos raros, uma biópsia é realizada para excluir diagnósticos diferenciais.

Fatores de risco para acrocórdons

Embora a etiologia exata dos acrocórdons não seja completamente elucidada, diversos fatores predisponentes e condições clínicas têm sido associados ao seu surgimento.

Principais fatores de risco:

  1. Obesidade e resistência insulínica: o excesso de peso e a síndrome metabólica favorecem a ocorrência de acrocórdons, principalmente em áreas de dobras
  2. Diabetes mellitus: estudos indicam uma prevalência significativamente maior de acrocórdons em pessoas diabéticas
  3. História familiar: existe uma predisposição genética documentada
  4. Alterações hormonais: gravidez e menopausa são períodos associados ao aumento da incidência
  5. Atrito crônico: regiões de fricção constante são mais suscetíveis
  6. Infecção pelo HPV: algumas pesquisas sugerem uma possível associação entre HPV e acrocórdons, especialmente em regiões de dobras.

Diagnóstico diferencial

Embora os acrocórdons sejam lesões tipicamente benignas e de fácil reconhecimento, é importante diferenciá-los de outras condições dermatológicas:

CondiçãoCaracterísticas
Nevos melanocíticosGeralmente são pigmentados, com bordas mais definidas
Queratoses seborréicasLesões verrucosas, geralmente maiores e com superfície rugosa
Papilomas viraisLesões associadas à infecção por HPV, muitas vezes com aspecto verrucoso
Neoplasias anexiaisRaras, mas podem mimetizar acrocórdons

Quando tratar os acrocórdons?

Os acrocórdons são assintomáticos, não exigindo tratamento . Em muitos casos, eles permanecem pequenos, estáveis e sem causar qualquer incômodo ao longo da vida do paciente. Por esse motivo, a conduta expectante, com simples monitoramento clínico durante consultas de rotina, é uma abordagem aceitável, principalmente quando não há sinais de inflamação, crescimento acelerado ou alterações em sua aparência.

No entanto, existem situações específicas em que o tratamento é recomendado ou mesmo necessário. Um dos principais motivos para remover acrocórdons é o desconforto físico, principalmente quando as lesões estão localizadas em áreas sujeitas a atrito constante, como pescoço, axilas, virilha e pálpebras. Nessas regiões, o contato frequente com roupas, joias ou durante a depilação pode causar irritação recorrente, dor leve e até pequenos sangramentos.

Estética

Outro fator importante para a decisão terapêutica é a questão estética. Acrocórdons em locais visíveis, especialmente no rosto e no pescoço, podem gerar desconforto social e impacto na autoestima do paciente. Nesses casos, a remoção é realizada por motivação estética, mesmo que não haja sintomas físicos associados.

Além disso, é fundamental considerar o tratamento quando há suspeita diagnóstica. Embora o aspecto típico dos acrocórdons seja facilmente reconhecido, lesões atípicas — com crescimento acelerado, coloração muito escura, ulceração espontânea ou consistência endurecida — podem exigir investigação adicional. Nesses casos, a remoção da lesão e o envio para exame anatomopatológico são recomendados, visando descartar diagnósticos diferenciais, como neoplasias cutâneas.

Portanto, a decisão de tratar ou não um acrocórdon deve ser individualizada, levando em consideração os sintomas apresentados, a localização da lesão, as expectativas do paciente e a segurança diagnóstica. O tratamento, quando indicado, é simples e realizado em nível ambulatorial, com alta taxa de sucesso e baixo risco de complicações.

Principais tratamentos para acrocórdons

Eletrocauterização

A eletrocauterização é uma técnica amplamente utilizada para remover acrocórdons. Dessa forma, o procedimento consiste na aplicação de um eletrodo de alta frequência que cauteriza a base da lesão, levando à sua destruição controlada. Trata-se de uma abordagem rápida, realizada em ambiente ambulatorial, com alta taxa de sucesso. No entanto, o método pode causar algum desconforto, o que geralmente exige o uso de anestesia local.

Além disso, em acrocórdons maiores, existe um pequeno risco de cicatrizes ou hipopigmentação residual. Por ser eficaz e acessível, a eletrocauterização é uma das opções mais recomendadas para remoção segura dessas lesões benignas.

Crioterapia

Consiste na aplicação de nitrogênio líquido para congelar a lesão, promovendo sua necrose. É uma técnica bem estabelecida para lesões benignas cutâneas. Dentre as principais desvantagens é possível citar:

  • Pode exigir múltiplas sessões.
  • Formação de bolha ou crosta pós-procedimento.

Excisão com tesoura ou bisturi

A remoção cirúrgica é uma técnica eficaz, especialmente indicada para acrocórdons maiores ou atípicos. Dessa forma, após a aplicação de anestesia local, a lesão é cuidadosamente cortada rente à pele com bisturi ou tesoura cirúrgica. A principal vantagem desse método é a resolução imediata, além da possibilidade de enviar o tecido removido para exame anatomopatológico, caso haja dúvida diagnóstica.

No entanto, como desvantagens, existe um pequeno risco de cicatriz, especialmente em áreas de maior tensão ou atrito, e pode ocorrer sangramento leve, rapidamente controlado no ato cirúrgico. É um procedimento simples, seguro e amplamente realizado em consultórios dermatológicos.

Laserterapia

O laser de CO2 é uma opção moderna, eficaz e com ótimo resultado estético para remoção de acrocórdons. É um procedimento rápido e tem boa estética final. Além disso, tem um custo mais elevado e necessita de equipamento especializado.

Cuidados pós-tratamento

Após qualquer um dos procedimentos, recomenda-se:

  • Higienizar a área com sabonete neutro.
  • Evitar exposição solar direta.
  • Não manipular crostas ou cicatrizes.
  • Observar sinais de infecção, como dor, vermelhidão ou secreção purulenta.

Prevenção: é possível evitar acrocórdons?

Não existe uma forma totalmente eficaz de prevenir acrocórdons, mas algumas medidas podem ajudar a reduzir sua ocorrência:

  • Controle do peso corporal
  • Manutenção de uma rotina de cuidados com a pele
  • Evitar roupas excessivamente apertadas
  • Monitorar glicemia e tratar condições metabólicas.

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Referências bibliográficas

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