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Ácido glicólico: aplicações médicas e dermatológicas

Ácido glicólico

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O ácido glicólico é um dos agentes esfoliantes mais utilizados na dermatologia moderna. Ele pertence à família dos alfa-hidroxiácidos (AHAs) e se destaca por sua estrutura simples e alto poder de penetração cutânea.

Graças ao seu baixo peso molecular, o ácido glicólico atinge facilmente as camadas mais profundas da epiderme, o que potencializa seus efeitos terapêuticos e estéticos.

Mecanismo de ação e efeitos cutâneos

Quando aplicado sobre a pele, o ácido glicólico quebra as ligações entre os corneócitos, promovendo descamação controlada e estimulando a renovação celular. Esse processo reduz a espessura do estrato córneo e melhora a textura e o brilho da pele. Além disso, ele estimula a síntese de colágeno e glicosaminoglicanos, o que contribui para o aumento da firmeza e da hidratação cutânea.

O uso regular do ácido glicólico também reforça a função barreira, pois estimula a produção de ceramidas e lipídios essenciais. Isso reduz a perda transepidérmica de água e favorece a recuperação de peles sensibilizadas ou danificadas por agentes externos.

Aplicações médicas e dermatológicas

O ácido glicólico apresenta resultados consistentes em diversas condições clínicas. Em pacientes com acne leve a moderada, ele atua na redução da hiperqueratinização folicular e melhora o aspecto de cicatrizes superficiais. Dessa forma, em casos de melasma e hiperpigmentações pós-inflamatórias, o ácido glicólico auxilia na renovação epidérmica e facilita a penetração de agentes despigmentantes, promovendo um tom de pele mais uniforme.

Nos tratamentos de fotoenvelhecimento, o ácido glicólico suaviza linhas finas, melhora a textura e reduz poros dilatados. Assim, sua ação sinérgica com retinoides e antioxidantes potencializa o efeito rejuvenescedor e ajuda a restaurar a vitalidade cutânea. Além das aplicações estéticas, médicos também o utilizam como parte de protocolos terapêuticos voltados à melhora de condições que comprometem a integridade da pele, bem como xerose e desordens da barreira epidérmica.

Procedimentos e protocolos

Antes de realizar o peeling com ácido glicólico, é essencial avaliar o histórico do paciente, o fototipo e a presença de lesões ativas. Dessa forma, a preparação da pele inclui limpeza com agentes degordurantes e, quando indicado, o uso de formulações de “priming” contendo retinoides leves ou hidroquinona por duas a quatro semanas.

A profundidade do peeling depende da concentração do ácido e do tempo de exposição. Concentrações de 20% a 50% produzem peelings muito superficiais, ideais para acne e manutenção de textura. Entre 50% e 70%, os resultados são mais expressivos, com ação sobre manchas e rugas finas. Além disso, em fototipos mais altos, recomenda-se cautela, optando por sessões mais curtas e concentrações menores para evitar hiperpigmentação pós-inflamatória.

Durante o procedimento, o profissional deve monitorar continuamente o aparecimento de eritema ou ardência. O produto precisa ser neutralizado imediatamente quando a resposta clínica adequada é atingida. Portanto, após o peeling, o uso de hidratantes calmantes e fotoproteção rigorosa é obrigatório. A exposição solar deve ser evitada por, no mínimo, duas semanas.

Os protocolos mais seguros preveem intervalos de duas a quatro semanas entre as sessões, totalizando quatro a seis aplicações. Em pacientes com melasma, acne residual ou fotoenvelhecimento, os resultados se tornam progressivamente perceptíveis, com melhora na uniformidade e luminosidade da pele.

Cuidados e possíveis complicações

O ácido glicólico, quando aplicado corretamente, é seguro e bem tolerado. No entanto, efeitos adversos podem ocorrer. Eritema persistente, descamação excessiva e hiperpigmentação pós-inflamatória são as complicações mais comuns, especialmente em peles sensíveis ou em fototipos altos.

A prevenção inclui o uso adequado de protetor solar, hidratação contínua e respeito aos intervalos entre as sessões. Em caso de irritação, deve-se suspender temporariamente o tratamento e iniciar cuidados reparadores com agentes calmantes e antioxidantes tópicos.

Pacientes que utilizaram isotretinoína nos últimos seis meses, portadores de infecções cutâneas ativas ou histórico de queloides não devem ser submetidos ao procedimento. O sucesso do tratamento depende da seleção criteriosa do paciente e da condução adequada do protocolo.

Evidências clínicas e perspectivas

Diversos estudos demonstram a eficácia do ácido glicólico no tratamento de acne, melasma e fotoenvelhecimento. Pesquisas clínicas mostram reduções significativas na pigmentação e melhora da textura cutânea após séries de peelings supervisionados. Assim, em paralelo, ensaios comparativos apontam que o uso combinado de ácido glicólico com agentes despigmentantes, como hidroquinona e ácido azelaico, potencializa os resultados, especialmente em fototipos médios e altos.

Apesar dos benefícios comprovados, a literatura reforça a necessidade de padronização dos protocolos e de monitoramento individualizado. O equilíbrio entre eficácia e segurança continua sendo o principal desafio na prática clínica, sobretudo em peles mais pigmentadas.

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Referências

  • Berson DS, et al. Chemical peels: Principles, peeling agents, and pretreatment assessment. UpToDate, 2025.

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