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A segurança das crianças em ambiente doméstico: orientações na consulta pediátrica | Colunistas

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Em tempos de pandemia, para seguir as recomendações das autoridades de saúde internacionais e manter o distanciamento social, todos estão precisando fazer adaptações em suas rotinas.

E a moradia passou a ser o espaço físico de todo o desenrolar das atividades diárias de muitos adultos e crianças. Trabalho, estudo, lazer devem preferencialmente ser realizados em casa para prevenir a contaminação em massa das pessoas em um período em que se faz necessário o uso racional dos recursos da saúde para que mais vidas possam ser salvas. Diante disso, como fazer do lar um ambiente saudável e seguro para as crianças e evitar a ocorrência de acidentes domésticos?

A necessidade de permanecer em casa foi uma medida extrema, importante, que modificou completamente o funcionamento da vida de todos. Diante disso, é fundamental buscar organização.

As crianças não estão indo às escolas, os avós não podem contribuir no monitoramento delas, os pais precisam trabalhar em esquema de home office e lidar, ao mesmo tempo, com os afazeres da casa e os cuidados com as crianças (que agora passaram a ser em tempo integral), além de outras questões.

Nesse
contexto, a consulta pediátrica, realizada de maneira presencial ou remota,
pode ser um importante momento para dar instruções aos pais e responsáveis
sobre a prevenção de acidentes domésticos.

De acordo
com os registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da
Saúde, em 2015 ocorreram 2.441 mortes de crianças de 0 a 14 anos no Brasil
devido a acidentes domésticos.

Dados
revelam ainda que o maior número de eventos traumáticos com crianças pequenas até
o fim da idade escolar acontece na sua própria residência.

Nesse contexto, específicos eventos traumáticos são característicos de determinadas idades. Sendo assim, asfixias e quedas predominam no 1º ano de vida, seguidas por queimaduras e aspiração de corpo estranho.

A partir dos 2 anos de idade, as quedas passam a liderar o ranking, seguidas por asfixias, queimaduras e afogamentos em menores de 5 anos e por atropelamento, queimaduras e intoxicações nos pré-escolares maiores (BLANK, 2017).

A prevenção de lesões que acontecem dentro de casa, segundo os especialistas, apoia-se na orientação e na conscientização dos pais e responsáveis para que promovam mudanças no seu comportamento, no sentido de uma supervisão mais efetiva e da eliminação dos riscos no ambiente doméstico.

Isso frequentemente exige uma série de incentivos externos ao lar, como apoio da comunidade, vantagens econômicas no acesso a produtos seguros e melhoria socioeconômico-cultural como um todo (BLANK, 2017).

É fundamental que as instruções dadas para a prevenção dos incidentes sejam adequadas ao nível de entendimento dos familiares e/ou cuidadores e ao tipo de ambiente em questão (domicílio em área urbana ou rural, casa ou apartamento, etc.).

Ademais, faz-se de extrema importância a combinação de: conhecimento dos riscos, supervisão ativa, ensino de regras de segurança às próprias crianças, adaptações na local de moradia e aprendizado a partir de histórias reais de outras famílias.

Por outro
lado, a proteção passiva (eliminação dos riscos dentro de casa) tem se mostrado
eficaz em vários estudos.

Diante de
tudo isso, os profissionais de saúde podem orientar acerca de alguns cuidados
que podem ser tomados pelos adultos no ambiente doméstico para tentar prevenir
a ocorrência de acontecimentos desagradáveis com as crianças. Todos os
ambientes de onde se reside devem ser analisados de modo a proporcionar um
local seguro para a boa convivência de todos.

Na cozinha, é recomendável utilizar as bocas de trás do fogão e colocar os cabos das panelas para dentro. Fósforos e isqueiros devem ser guardados fora do alcance das crianças. Na lavanderia e na dispensa, é importante guardar os materiais de limpeza em lugares altos ou trancados. E é essencial manter esses produtos em suas embalagens originais.

Não reutilize as embalagens vazias para armazenar outro tipo de material. Ademais, não se deve dar o frasco vazio à criança como brinquedo. Ela provavelmente levará esse objeto à boca, o que pode ocasionar uma intoxicação, mesmo que tenha apenas uma pequena quantidade do produto.

Os pais ou
responsáveis também devem ser orientados para a verificação no quintal da
existência de alguma planta venenosa para crianças. Se houver, ela deverá ser
removida ou colocada fora de alcance. Importante ficar atento também ao que a
criança coloca na boca. Um jardim possui muitos elementos e um descuido pode
prejudicar a saúde dos pequenos.

A Sociedade
Brasileira de Pediatria afirma que devem ser estimuladas atividades no quintal,
na varanda ou próximo a locais mais arejados da casa ou apartamento. E isso é
algo que o profissional deve incentivar durante as consultas. Pode ser um
mecanismo importante de fortalecimento dos vínculos familiares. As orientações
de segurança são um importante pilar para que essas práticas ocorram de maneira
tranquila.

O momento
do banho também pode ser divertido. Um adulto deve supervisionar as crianças,
principalmente quando estiver sendo utilizada banheira. É essencial destacar
que objetos do banheiro que possam ferir ou queimar os pequenos (como lâminas
de barbear e chapinha) devem ser bem guardados. Quando a criançada for utilizar
a piscina, a supervisão de um adulto o tempo todo é de fundamental importância.

Os quartos
das crianças também devem receber atenção. As camas e os demais móveis não
devem ser colocados próximos das janelas (nestas, inclusive, é interessante
instalar grades ou telas de proteção para tentar diminuir ainda mais os riscos
de acidentes domésticos).

Acidentes
domésticos podem ocorrer. Apesar de serem situações difíceis, é importante
manter a calma caso algum deles venha de fato a acontecer. Existem meios de
serem prevenidos e evitados, e o profissional de saúde pode conversar sobre
esse assunto durante o seu atendimento. Fornecer informações de qualidade e
esclarecer as dúvidas pode ser uma oportunidade de aprendizado para ambos os
lados. Vamos tentar?

Até a próxima!

Autora: Gleiciane Miranda, Estudante de Medicina.

Instagram: @com.partilhandosaude

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