Anúncio

A necessidade de incorporação da medicina integrativa à atenção médica do século XXI | Colunistas

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

 A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como “saúde” o bem estar físico, mental e social de um indivíduo e não somente a ausência de doença. Nesse sentido, no século XXI, faz-se necessário o debate acerca de técnicas de cuidado, que juntamente à atenção fisiológica, garantem o total conforto do paciente.

O que é a Medicina Integrativa?

Define-se como Medicina Integrativa (MI) o cuidado levando em consideração corpo, mente e espírito do indivíduo, de forma a pensar neste como um ser individual, agregando também todos os aspectos de sua vida. Ao contrário do atual modelo Biomédico, modelo ocidental vigente, a MI não está centrada somente na fisiopatologia do indivíduo, mas nele como um todo, de forma a integrar e equilibrar terapêuticas que promovam bem estar e até mesmo minimize os efeitos colaterais do tratamento.

Pilares Da Medicina Integrativa

  • Foco no indivíduo como um todo, e não somente em sua patologia.
  • Relação sem hierarquia e interdisciplinar com a Medicina Alopática Convencional (MAC);
  • Abordagem multidisciplinar e construção de consensos;
  • Custo acessível.

Práticas alternativas mais usadas

  • Acupuntura
  • Homeopatia
  • Fitoterapia
  • Yoga
  • Termalismo
  • Antropofisia
  • Meditação
  • Reiki

Origem e Ascensão

O conceito de Medicina Integrativa nasce da necessidade de integrar abordagens ao tratamento, no caso, unir o modelo biomédico à Medicina Alternativa e Complementar (MAC) que, apesar de não possuir muitos dados, mostra-se eficaz em diversos casos. Diante disso, a partir da década de 60 devido à fatores como o aumento da expectativa de vida e diminuição de doenças infecciosas, por exemplo, tais práticas ascendem à sociedade, de forma a, ao invés de ocorrer uma polarização, formatar um atendimento que usufrui de mais de uma metodologia, sempre em prol do bem estar completo do paciente.

Aplicação ao Sistema Único de Saúde (SUS)

O Ministério da Saúde, através da Portaria GM/MS no 971, de 3 de maio de 2006, aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC). Neste estabelece que “As Práticas Integrativas podem ser utilizadas como primeira opção terapêutica ou de forma complementar segundo o projeto terapêutico individual. Podem estar em qualquer ponto da rede, desde a Atenção Primária ao nível terciário, organizadas segundo as necessidades de saúde locais.” (Medicina Alternativa do Rio de Janeiro ver: SOUSA; VIEIRA, 2005). Dessa forma, a aplicação dessas práticas apresenta um crescimento lento, porém gradual no sistema de saúde, de forma com que municípios como o Ceará, Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina apresentem políticas públicas acerca dessas terapêuticas.

Benefícios da Aplicação Prática

O cuidado médico relacionado à uma vertente holística geralmente é associada à pacientes terminais, principalmente acerca de cuidados paliativos, porém, tais técnicas podem ser utilizadas tanto à pacientes saudáveis, com o intuito de fazer manutenção do bem estar físico e mental e ainda promover autoconhecimento corporal, ferramenta de extrema importância; quanto em conjunto à casos menos complexos, de forma a complementar a atenção fisiopatológica, ocasionando sensação de alívio, esperança, prazer e, por consequência, melhora no prognóstico.

Gráfico 1

Estudo observacional retrospectivo, de corte transversal, desenvolvido no ambulatório de práticas integrativas e complementares de um centro especializado em diabetes e outras endocrinopatias do SUS, localizado em Salvador (BA), no período de novembro de 2016 a novembro de 2017. Porcentagem dos pacientes que apresentaram queixas iniciais e identificaram melhora dos sintomas após acompanhamento com as Pics (100% da amostra)

Impasses para a aplicação vigente

As instituições de formação de profissionais da saúde ainda não dão a devida importância ao ensino da área.

Atualmente, apesar de mais debatida, tal temática ainda não é levada integralmente aos profissionais que estão sendo formados, de forma com que, quando ingressos ao mercado de trabalho, não dêem visibilidade e, muitas vezes, credibilidade ao assunto.

Visibilidade da MI em meio à comunidade médica.

Um estudo realizado com 230 médicos do município de Tubarão-SC acerca da percepção dos profissionais sobre a Medicina Integrativa aponta que uma parcela dos investigados acredita que elas estejam relacionadas com o efeito placebo (14%) e/ou não tenham validade científica (10,5%), devendo ser utilizadas somente se comprovadas cientificamente (47,1%). Nesse sentido, torna-se notório que, apesar de já demonstrar benefícios, muitos da comunidade médica não creditam tais complementações, seja por ser um assunto desconhecido ou por se tratar de uma visão um tanto quanto holística.

Pesquisa Escassa

Os estudos acerca do tema apresentam crescimento exponencial, todavia, ainda não apresentam grande massa e, por consequinte, muitos profissionais ainda não depositam credibilidade.

Considerações Finais

Diante do exposto, torna-se nítido que a Medicina Integrativa, ao ampliar o foco, deixando de priorizar a patologia e colocando o paciente como um todo em seu lugar, multiplica as estratégias disponíveis. Contudo, além da falta de produção científica em massa na área, a comunidade médica não se encontra preparada para incorporar tais práticas à atenção primária, visto que não há conhecimento vigente dessas por parte dos profissionais. Logo, inúmeros trabalhos sustentam a hipótese de que, caso o paciente não traga a temática,  não haverá qualquer comunicação a respeito de alguma prática mencionada. Sendo assim, é necessária uma construção, principalmente relacionada aos acadêmicos, que forme profissionais com uma visão mais ampla sobre o paciente, com o intuito de melhorar a assistência e promoção de saúde.


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências

Medicina Integrativa: um parecer situacional a partir da percepção de médicos no Sul do Brasil (https://scielosp.org/article/sdeb/2019.v43n123/1095-1105/)

A Medicina Integrativa e a construção de um novo modelo na saúde https://www.scielo.br/j/csc/a/9QPwFdccDdPTSb633rbJVBq/?format=pdf⟨=pt

Práticas Alternativas e complementares no SUS https://www.sabedoriapolitica.com.br/ci%C3%AAncia-politica/politicas-publicas/saude/pics/

Práticas Integrativas e Complementares (PICS)

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/p/praticas-integrativas-e-complementares-pics

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html

Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Comece os estudos com o apoio certo, desde o Ciclo Básico até o R1

Anúncio

Não vá embora ainda!

Temos conteúdos 100% gratuitos para você!

🎁 Minicursos com certificado + e-books

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀