Anúncio

A mistura de vacinas contra a COVID-19 pode aumentar a resposta imunológica? | Colunistas

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

 A  vacinação no Brasil começou há 2 meses. Já são 3 vacinas contra a covid-19 aprovadas em nosso território – a CoronaVac chinesa, a da Universidade de Oxford/AstraZeneca e a da Pfizer/BioNTec. Cada uma com diferentes porcentagens de eficácia e mecanismos de ação.

Em meio ao pior momento da Pandemia, diversas dúvidas surgem sobre os imunizantes. Afinal, nunca antes na história se teve acesso a essa variedade de vacinas em tão pouco tempo.

O que leva a possibilidade da população tomar mais de um tipo de vacina em um curto espaço de tempo.

Mas qual a implicação de uma pessoa tomar essa combinação de vacinas? É perigoso ou melhora a resposta imunológica?

O processo de vacinação no Brasil  contra a COVID

As variadas vacinas contra o COVID no Brasil são atualmente administradas separadamente em duas doses – isso significa que se você toma uma dose de CoronaVac hoje, irá tomar a dose reforço da mesma CoronaVac em 14 dias.

O responsável pela distribuição atualmente são os municípios, que nessa primeira fase está vacinando os grupos de risco como profissionais da saúde e idosos.

Apesar disso, a mistura de vacinas no Brasil é algo que pode se tornar possível muito em breve. Assim que a rede privada tiver acesso às vacinas, podem ocorrer situações no qual uma pessoa, que já tomou a vacina do Governo, tenha acesso a um tipo diferente em uma rede particular.

Outros meios pelos quais as pessoas podem ter acesso a mais de um tipo de vacina hoje é de forma corrupta, furando filas, por exemplo, ou ainda por um erro durante a aplicação por parte dos profissionais.

Aproveite para conferir nosso conteúdo completo sobre a linha do tempo da covid-19 no Brasil!

Mas misturar vacinas contra covid é perigoso?

É controverso. Apesar das vacinas contra a COVID passarem por testes clínicos que garantem sua segurança, não há nenhum estudo em fase final que comprove que a interação entre elas é perigosa.

Ainda é também uma incógnita se os efeitos colaterais podem ser ampliados quando o sistema imune é apresentado a diferentes tipos de imunizantes.

Para se ter uma ideia dessa variedade, enquanto a CoronaVac utiliza o próprio vírus inativado, a vacina de Oxford utiliza um vetor viral, um adenovírus modificado, que produz proteínas do Sars-CoV-2. Já a Pfizer utiliza uma tecnologia nova – está dentro das vacinas de ácido nucleico que apresentam RNA mensageiro.

Apesar de serem produzidas por tecnologias diferentes, no final, a premissa é que todas as vacinas apresentem um antígeno ao sistema imunológico. Este, por sua vez, pode atacar mais rapidamente o vírus da COVID-19, antes mesmo de causar os sintomas.

Misturar vacinas é uma novidade científica!

A combinação de vacinas, também chamada de dose-reforço heteróloga é algo ainda recente no meio científico.

Essa técnica já foi utilizada em algumas pesquisas contra o Ebola e HIV. E consiste em tomar a primeira dose de um tipo de vacina e a segunda dose de outro tipo.

Seria algo como, por exemplo, tomar a primeira dose da CoronaVac e a segunda dose da Pfizer.

 Em teoria, espera-se que fortaleça a resposta imunológica, já que serão duas vacinas com diferentes modos de ativar o sistema imunológico.

Além disso, as pessoas poderiam tomar qualquer vacina na segunda dose e não ter que esperar ser fabricada mais da mesma que tomou anteriormente.

Se eu tomar mais de um tipo de vacina, vou estar mais protegido?

Na prática , não se sabe se existe diferença entre tomar duas doses da mesma vacina ou duas doses de vacinas diferentes.

O Reino Unido está estudando a possibilidade de combinar a vacina da Oxford e da Pfizer por meio de um ensaio clínico. Conforme artigo publicado pela Nature, os cientistas acreditam que essa seria uma ótima estratégia nesse momento de crise pandêmica, se houver um resultado positivo.

No entanto, como as pesquisas ainda estão em andamento não é possível afirmar que o intercâmbio de vacinas contra a COVID protege mais.

E no Brasil?

Até então, segundo o Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra Covid-19, está preconizado que “Indivíduos que iniciaram a vacinação contra a covid-19 deverão completar o esquema com a mesma vacina”.

Caso ocorra a mistura, será considerado um erro e o indivíduo deverá ser acompanhado para saber o desenrolar disso.

De fato, é muito cedo para se ter opiniões definitivas sobre os efeitos da mistura de vacinas contra a covid na população em geral.

Porque você não deve tomar mais de um tipo de vacina agora?

Até o momento em que escrevo isso,  pouco mais de 12 milhões de brasileiros receberam ao menos uma dose de vacina contra covid. Parece muito, mas isso não chega a 7% da população, segundo os dados do Ministério da Saúde.

Ainda estamos no momento de vacinar os profissionais de saúde e grupos de risco. A verdade é que o processo de vacinação está correndo de forma lenta no Brasil.

Neste momento, se várias pessoas que não fazem parte desse grupo de risco furam a fila para tomar a vacina, ou ainda se tomarem mais de um tipo de vacina, isso pode atrasar todo o processo de vacinação. Para achatar a curva da epidemia, é necessário que uma grande quantidade de pessoas estejam imunizadas, ao menos 70% da população .

Conclusão sobre as vacinas contra covid-19

Entre prós e contras da mistura de vacinas Covid, o ideal nesse momento de crise é respeitar o plano de vacinação e principalmente cobrar os governantes por mais rapidez da imunização coletiva. Quanto mais pessoas estiverem vacinadas e protegidas contra o vírus, mais rápido a situação de pandemia irá acabar e o retorno a uma vida sem isolamento social poderá se tornar, enfim, uma realidade.  

Autor(a): Abia Sara


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências sobre vacinas contra covid-19

Sugestão de leitura

Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Garanta seu semestre em Medicina com R$ 200 off no SanarFlix 2.0

Anúncio

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀