Saiba mais neste artigo sobre a fisiologia e os fatores de risco da gestação!
“Embebição gravídico” é o encharcamento da gestante pelo pico de LH e FSH e aumento dos níveis de estrogênio e progesterona.
O aumento do HCG é produzido pelo corpo lúteo e placenta.
Aumento da resistência periférica à insulina
A Placenta produz hormônio lactogênico placentário (HLP) à que aumenta a biodisponibilidade de glicose para ajudar no crescimento e desenvolvimento do feto.
Como?
HLP aumenta a resistência periférica à insulina à fazendo com que a insulina não capte toda glicose do sangue materno à aumenta concentração de glicose no sangue materno à aumenta quantidade de glicose que vai para o feto pela placenta.
Estimulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona
Sistema RAA = age aumentando a PA quando estiver baixa.
Na gestação há uma hiperestimulação do sistema RAA à aumenta a captação renal de água à aumenta volemia à anemia fisiológica (muita água no sangue dilui mais, diminui concentração de hemácias) à deveria aumentar a PA, porém há uma diminuição da sensibilidade endotelial á angiotensina à queda da resistência vascular periférica à níveis pressóricos ficam ou iguais ou em queda à podendo diminuir PA.
Alteração dos fatores de coagulação
Resultando em estado de hipercoagulabilidade 🡪 proteção para o momento do parto não sofrer hemorragia grande (coagula).
Elevação da frequência cardíaca
Aumento do estrógeno causa efeito inotrópico positivo no coração à aumento da frequência cardíaca.
Aumento do volume sistólico à aumenta débito cardíaco à aumenta frequência cardíaca.
Mesmo com aumento do débito cardíaco à ocorre queda intensa da resistência vascular periférica à queda da PA.
1ª, 2ª e 3ª TRIMESTRE
Alterações pulmonares
Aumento do útero à comprime a bexiga + eleva diafragma à diminui capacidade residual funcional.
Além de:
- Aumento do volume minuto;
- Aumenta a troca gasosa da gestante à estado de hiperventilação à NÃO pelo aumento da frequência respiratória, mas sim por uma respiração mais profunda à alcalose respiratória (diminuição primária da pressão parcial de dióxido de carbono (PCO2) à diminui co2.
Sintomas
Tudo causado por:
- Aumento da progesterona na musculatura lisa deixando o movimento dessa musculatura mais devagar;
- Compressão uterina das estruturas abdominais.
Fatores de risco gestacional
Os fatores de risco gestacional dependem de características individuais e de alguns fatores. São eles:
Condições sociodemográficas desfavoráveis:
- Idade maior que 35 anos;
- Idade menor que 15 anos ou menarca há menos de 2 anos;
- Altura menor que 1,45m;
- Peso pré-gestacional menor que 45kg e maior que 75kg (IMC30);
- Anormalidades estruturais nos órgãos reprodutivos;
- Situação conjugal insegura;
- Conflitos familiares;
- Baixa escolaridade;
- Condições ambientais desfavoráveis;
- Dependência de drogas lícitas ou ilícitas;
- Hábitos de vida – fumo e álcool;
Exposição a riscos ocupacionais:
- esforço físico,
- carga horária,
- rotatividade de horário,
- exposição a agentes físicos, químicos e biológicos nocivos,
- estresse.
Risco psicossocial, associado à aceitação ou não da gravidez (tentou interrompê-la?).
História reprodutiva anterior e os fatores de risco da gestação
- Abortamento habitual;
- Morte perinatal explicada e inexplicada;
- História de recém-nascido com crescimento restrito ou malformado;
- Parto pré-termo anterior;
- Esterilidade/infertilidade;
- Intervalo interpartal menor que dois anos ou maior que cinco anos;
- Nuliparidade e grande multiparidade;
- Síndrome hemorrágica ou hipertensiva;
- Diabetes gestacional;
- Cirurgia uterina anterior (incluindo duas ou mais cesáreas anteriores).
Condições clínicas preexistentes:
- Hipertensão arterial;
- Cardiopatias;
- Pneumopatias;
- Nefropatias;
- Endocrinopatias (principalmente diabetes e tireoidopatias);
- Hemopatias;
- Epilepsia;
- Doenças infecciosas (considerar a situação epidemiológica local);
- Doenças autoimunes;
- Ginecopatias;
- Neoplasias.
O que é uma gestação de risco?
Gestação de Alto Risco é “aquela na qual a vida ou a saúde da mãe e/ou do feto e/ou do recém-nascido têm maiores chances de serem atingidas que as da média da população considerada”.
1- Exposição indevida ou acidental a fatores teratogênicos.
2. Doença obstétrica na gravidez atual:
- Desvio quanto ao crescimento uterino, número de fetos (GEMELIDADE) e volume de líquido amniótico;
- Trabalho de parto prematuro e gravidez prolongada;
- Ganho ponderal inadequado;
- Pré-eclâmpsia e eclâmpsia;
- Diabetes gestacional;
- Amniorrexe prematura (RPM);
- Hemorragias da gestação;
- Insuficiência istmo-cervical: uma abertura indolor do colo do útero, que resulta no parto do bebê durante o segundo trimestre de gestação;
- Aloimunização;
- Óbito fetal.
3. Intercorrências clínicas:
- Doenças infectocontagiosas vividas durante a presente gestação (ITU, doenças do trato respiratório, rubéola, toxoplasmose etc.);
- Doenças clínicas diagnosticadas pela primeira vez nessa gestação (cardiopatias, endocrinopatias).
Autora: Maria Gabryella Curi
Instagram: @gaby.curi(osa)
Referências
Aula – Diagnóstico da Gravidez e Fisiologia da Gestação #Aprenda – SanarFlix – https://aluno.sanarflix.com.br/#/portal/sala-aula/5deef8e2a6bf9b0013cbeded/5daa87b54340d20011fb267f/video/5daa87b26cf8080026b2c2ea
Super Material: Diagnóstico de Gravidez- SanarFlix- https://aluno.sanarflix.com.br/#/portal/sala-aula/5deef8e2a6bf9b0013cbeded/5daa87b54340d20011fb267f/documento/5e5d585ba9b13c001c8d12fe
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