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A entrevista médica permeada pela empatia | Colunistas

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A relação médico-paciente é
um tema que hoje prepondera nas rodas de conversas da sociedade, de forma que a
grande parte da comunidade associa a melhoria do quadro de assistência médica
no país ao relacionamento interpessoal existente entre cliente e atendente. Por
se tratar de um discernimento subjetivo, a relação médico-paciente não se
caracteriza como uma relação de consumo.

Em concordância, segundo o
Código de Ética Médica, art. 34, é vedado ao médico deixar de informar ao
paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e objetivos do tratamento,
salvo quando a comunicação direta possa lhe provocar dano, devendo, nesse caso,
fazer a comunicação a seu representante legal. E, ainda, em seu art. 35, é
vedado ao médico exagerar a gravidade do diagnóstico ou do prognóstico,
complicar a terapêutica, ou exceder-se no número de visitas, consultas ou
quaisquer outros procedimentos médicos. Desse modo, como praticar a empatia nas
comunicações entre médico e paciente?

Ser empático é ser valente na
contemporaneidade. O historiador Leandro Karnal reflete que: “empatia é um
desafio muito grande, é um esforço!”. Já o filósofo australiano Roman Krznaric
afirma que é sobre “achar a humanidade compartilhada”. Ao contrapor os ideais,
percebe-se que ser empático é aceitar a alteridade do outro, dinamizando a
relação através do rompimento da barreira epistemológica que ainda existe entre
o corpo social. Enquanto médicos, temos por função primordial estudar e
detectar as anomalias que interferem no ciclo de vida normal dos seres humanos
e, consecutivamente, devemos orientá-los, esclarecê-los e suprir da maneira
mais cordial possível a necessidade de bem-estar individual.

Durante a graduação, a
disciplina de Propedêutica Médica nos guia em um caminho técnico da entrevista
com o paciente. Comumente, nossos mestres proferem em ambiente acadêmico que:
“o bom médico trata a doença; o grande médico trata o paciente que tem a
doença”. Essa ilustre frase, de autoria de William Osler, permeia a medicina e
é nesse ambiente prático que a literatura nos informa que é preciso manter o
conforto do paciente como item de fundamental importância para a continuidade
da entrevista médica, o que é reafirmado por obras que ressaltam a importância
de uma determinada ‘humildade cultural’ para lidar com o universo de sabedorias
e dogmas  do paciente.

Nesse ínterim, é necessário
compreender que seres humanos são diferentes entre si, são distintos; entender
a dor do outro é extremamente dispendioso, os mecanismos celulares são, de
certa forma, individuais quando se trata do assunto dor.  O choro da dor da perda, o lamento da
finitude da vida é peculiar de cada um de nós. Já se faz dificultoso avaliar a
sensação térmica que o paciente elucida em suas palavras subjetivas, talvez
enquanto médicos possamos avaliar essa sensação próxima da nossa, mas essa
conjectura pode não ser a do nosso paciente. Tornar-se membro de uma humanidade
compartilhada é uma tarefa árdua, que requer dedicação cotidiana. Bauman ressaltou
que: “Na época atual, o ritmo incessante das transformações gera angústias e
incertezas e dá lugar a uma nova lógica, pautada pelo individualismo e pelo
consumo”.

Em concomitância, Larson e Yao descrevem que a empatia é um símbolo das profissões associadas ao cuidado da saúde, não estando limitada aos profissionais cotidianos, mas englobando, sobretudo, os médicos que diagnosticam e tratam. Logo, desde a nossa formação médica devemos ser treinados sistematicamente acerca das nossas qualidades humanísticas para que sejamos capazes de estabelecer vínculos com os pacientes e possamos exercer a medicina no seu formato integral. Finalmente, destaco que entender cada paciente como único em sua individualidade é fundamental durante a abordagem e identificação de qualquer patologia, e essa prática nos levará ao que John Dewey, filósofo e pedagogo americano, reflexionou, que o aprendizado é adquirido a partir do compartilhamento de experiências, dentre elas a empatia.


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