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A clínica é mesmo soberana? | Colunistas

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“A clínica é soberana”, aforismo que todo estudante de medicina já ouviu e muitos recitam como um mantra. Mas será que é assim mesmo? Veja nesse artigo a perspectiva de uma defensora da clínica sobre a importância de estar aberta a possibilidades na sua carreira médica e umas dicas para aproveitar oportunidades na graduação de modo inteligente.

Desmistificando a clínica

Embora seja dividido em fã clubes (clínica vs cirurgia), as rotinas das áreas, o perfil de paciente e tipo de reconhecimento profissional são diferentes, e isso deve ser levado em consideração antes de levantar bandeiras. 

A medicina clínica tem como pontos fortes as investigações de diagnóstico, engloba conteúdo de muitas áreas e apresenta uma excelente oportunidade para o médico que quer auxiliar em ações preventivas individuais. A rotina é bem tradicional podendo atuar em hospitais, em ambulatórios, consultórios, plantões e medicina interna; sua atuação é basicamente prescrever tratamentos, solicitar exames e atender uma diversidade de doenças (basicamente tudo aquilo que não é cirúrgico). 

É importante lembrar que medicina clínica é uma especialização (clínica médica) que é pré-requisito para título em algumas áreas, como: cardiologia, endocrinologia, nefrologia e outras, bem como tem residências de acesso direto (por exemplo pediatria, ginecologia, psiquiatria); assim é possível trabalhar de modo bem exclusivo, o que é bastante vantajoso para quem amou uma disciplina na faculdade ou que simplesmente buscar atuar de modo não convencional, com menos interação médico-paciente (como radiologista, patologista) ou até mesmo quem prefere um público em específico (crianças, idosos, grávidas, etc.). E é exatamente isso que torna a clínica desejosa e competitiva, atualmente no Brasil é a área com maior número de médicos titulados. 

Poder atuar numa linha de cuidado na qual o seu conhecimento técnico, aliado à sua experiência e bagagem social, faz muita diferença na acurácia do diagnóstico do paciente é muito atraente. Além de conseguir programar melhor o cotidiano e as horas de trabalho, pelo menor risco de imprevistos por intercorrências, como ocorre na área cirúrgica.

Cirurgia rainha, clínica nadinha?

Já a medicina cirúrgica exige o desenvolvimento de uma excelente habilidade manual, conhecimento intensivo e afiado da anatomia cirúrgica, fisiopatologia e semiologia para um diagnóstico preciso e uma indicação cirúrgica correta, precisa também de um emocional equilibrado para conseguir lidar com a pressão que procedimentos cirúrgicos demandam e, sobretudo, saber trabalhar em equipe.

A alta carga horária de trabalho e estudos torna a cirurgia uma área muito nobre, gratificante e principalmente sem todo o glamour que é imposto sobre o trabalho. O ambiente cirúrgico precisa de olhos atentos e proatividade – cada detalhe importa.

Recentemente tive a oportunidade de acompanhar uma cirurgia como acadêmica observadora, e percebi que a excelência não é um bônus, é um pré-requisito de quem deseja esse ofício. O cirurgião plástico Dr. João Estima (@dr.joaopedroestima), que é formado na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, cirurgião geral pelo Hospital Federal da Lagoa (RJ) e cirurgião plástico pelo Hospital Federal dos Servidores do Estado (RJ), é um exemplo de que para ser bem sucedido como cirurgião é necessário paixão e disposição de só entrar em sala se for para melhorar a vida do paciente, característica que ele tem de sobra e ainda transborda em gentileza e profissionalismo, vale a pena acompanhar o trabalho. 

A excitação de estar num centro cirúrgico é completamente viciante ao passo que exige que você permaneça longas horas em pé, sem comer, com locomoção limitada, além de alta concentração, estado constante de atenção e muita paciência. É preciso calcular bem, se isso não se enquadra nas suas expectativas pode ser uma boa ideia repensar seu plano de carreira. 

Como buscar oportunidades para conhecer melhor as áreas

A faculdade traz muitas oportunidades que não são tão óbvias. Ingressar em Ligas e projetos de extensão traz benefícios e é proveitoso, contudo, é possível ir um pouco além e conseguir atividades extracurriculares que dão um upgrade no currículo ou em experiências que agregaram na sua futura escolha de residência. Aqui vão algumas dicas:

  • Estágios da prefeitura: Alguns municípios abrem editais de estágio de atenção primária, que são incríveis para aprender mais sobre a clínica, conhecer a rotina de médicos da sua área e o perfil de paciente. Bem como ganhar uma renda extra da bolsa, adquirir experiência e confiança. No Rio de Janeiro os mais conhecidos são a SUSEME e o Projeto Acolher, que recentemente abriu vagas para estudantes de medicina a partir do 1° período! (Corre, calouro)
  • Acompanhar médicos: Ter atitude e boa comunicação são soft skills importantíssimos, e uma forma de desenvolve-los é correr atrás de quem sabe mais. Pedir para acompanhar um professor, um médico conhecido da família, pedir um contato ou indicação de um amigo que já conseguiu acompanhar um ou até mesmo ir até um hospital e pedir para acompanhar alguém é uma excelente forma de estar em contato com as especialidades e conhecer pessoas. 

Seguindo essas dicas, eu pude abrir minha mente e perceber o quanto a clínica é sim fundamental, mas a cirurgia me conquistou e virou uma possibilidade. Definitivamente minha escolha será bem mais fidedigna às minhas expectativas de vida do que seriam sem buscar conhecer o outro lado. Espero que ao seguir essas dicas, você possa se descobrir e seguir sem arrependimentos na sua futura escolha. 

Até a próxima coluna, visite o meu perfil clicando no meu nome para conhecer mais textos.

Larissa Amaral – Estudante de Medicina UNIRIO

Instagram: @lari_amar

Referências:

  1. PebMed: https://pebmed.com.br/clinica-medica-especialidade-com-o-maior-campo-de-trabalho/amp/

O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


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