Anúncio

5 procedimentos cirúrgicos que todo médico deve saber

Procedimentos Cirurgicos que TODO Medico Deve Saber

Índice

Mês do Consumidor Sanar Pós

Faça parte da Lista VIP e tenha benefícios no Mês do Consumidor

*Consulte condições

Dias
Horas
Min

Os procedimentos cirúrgicos que todo médico deve conhecer geralmente variam dependendo da especialidade e do ambiente em que o médico atua.

No entanto, existem alguns procedimentos básicos que são amplamente recomendados para todos os médicos, independentemente de sua especialidade.

Todo médico precisa saber fazer procedimentos clínico-cirúrgicos?

Sim, nem mesmo o médico generalista está isento da realização de procedimentos cirúrgicos básicos em Âmbito emergencial. Consistem em procedimentos de menos complexidade técnica e que demandam menos materiais e insumos, realizados até mesmo na UBS. Um exemplo disso são a retirada de nevos, corpos estranhos e cistos.

Por isso, é preciso estar apto e sempre preparado para o momento em que precisar realizá-los. Vale super a pena revisar a técnica destes procedimentos.

Drenagem torácica

A drenagem torácica é um procedimento importante utilizado para remover ar, líquido ou sangue da cavidade pleural (o espaço entre o pulmão e a parede torácica) para permitir que os pulmões se expandam adequadamente.

Frequentemente utilizado em casos de pneumotórax (acúmulo de ar), hemotórax (acúmulo de sangue), empiema (acúmulo de pus), bem como efusão pleural (acúmulo de líquido).

Materiais necessários

  • Tubo de tórax: de calibre apropriado
  • Kit de drenagem: incluindo válvula de Heimlich ou sistema de selo d’água
  • Antisséptico: para limpar a área da inserção
  • Material estéril: luvas, gazes, campo cirúrgico
  • Lidocaína: para anestesia local
  • Instrumentos cirúrgicos: bisturi, pinça de dissecção
  • Curativos: para fixar o tubo no lugar.

Como a drenagem torácica é realizada?

Para realizar o procedimento de drenagem torácica, primeiramente explica-se ao paciente os passos envolvidos e obtém-se o consentimento informado, posicionando-o geralmente de forma sentada ou semi-sentada para facilitar o acesso. Em seguida, realiza-se a antissepsia da área, utilizando um antisséptico adequado, seguido pela aplicação de anestesia local com lidocaína para minimizar o desconforto. Após preparar o paciente, faz-se uma pequena incisão na pele na linha axilar média, geralmente entre o 4º e o 5º espaço intercostal, para inserir cuidadosamente o tubo de tórax até a cavidade pleural.

Conecta-se o tubo ao sistema de drenagem e fixa-se na pele com suturas, cobrindo a área com um curativo estéril para prevenir infecções. Dessa forma, durante o procedimento, é crucial observar continuamente a quantidade e o tipo de drenagem, além de monitorar os sinais vitais do paciente e estar atento a quaisquer sinais de complicações que possam surgir. Este monitoramento contínuo assegura a eficácia do tratamento e a segurança do paciente ao longo do processo de drenagem torácica.

Colocação de dreno tubular em cavidade pleural - Drenagem Pleural

Fonte: Custalow CB: Color atlas of emergency department procedures, Philadelphia, 2005, Saunders.

Intubação orotraqueal (IOT)

A intubação orotraqueal (IOT) é um procedimento crítico realizado para assegurar a via aérea de um paciente. Assim, é  comum em situações de emergência, cirurgias, e em casos onde o paciente apresenta dificuldades respiratórias severas.

Indica-se a IOT em diversas situações, incluindo:

  • Insuficiência respiratória aguda
  • Parada cardiorrespiratória
  • Comprometimento da via aérea superior (como em casos de edema, trauma, ou obstrução)
  • Proteção da via aérea em pacientes com rebaixamento do nível de consciência bem como risco de aspiração
  • Necessidade de ventilação mecânica prolongada.

Materiais utilizados

Os materiais necessários para a intubação orotraqueal incluem:

  • Tubo endotraqueal: de tamanho apropriado ao paciente
  • Laringoscópio
  • Seringa: para insuflar o balonete do tubo
  • Dispositivo de ventilação manual (Ambu): para ventilar o paciente antes e após a intubação
  • Oxigênio: para pré-oxigenação
  • Sonda de aspiração: para remover secreções da via aérea
  • Fita adesiva ou fixador de tubo: para fixar o tubo no lugar
  • Monitores de sinais vitais: incluindo oxímetro de pulso e monitor de capnografia.

Leia mais sobre como é feita uma IOT!

Cricostomia por punção

A cricostomia por punção, também conhecida como cricotireoidotomia por punção, é um procedimento de emergência utilizado para estabelecer uma via aérea em pacientes que apresentam obstrução severa das vias aéreas superiores e onde a intubação orotraqueal não é possível.

Indicado como medida temporária até estabelecer uma via aérea definitiva.

Materiais utilizados

  • Aparelho de cricotireoidotomia por punção: geralmente inclui agulha ou cateter com mandril
  • Seringa de 10 ml: para acoplar à agulha e aspirar ar confirmando a posição
  • Tubo de ventilação ou dispositivo de conexão: para ventilação após a punção
  • Material estéril: luvas, gazes, campo cirúrgico
  • Dispositivo de ventilação manual (Ambu): para ventilar o paciente após a inserção do tubo.

Como a cricostomia é realizada?

Para realizar a cricostomia por punção, o paciente é inicialmente posicionado em decúbito dorsal, com o pescoço estendido se possível, para facilitar o acesso à membrana cricotireóidea. Assim, após a localização precisa da membrana cricotireóidea, situada entre a cartilagem tireoidea e a cartilagem cricoide, realiza-se a antissepsia cuidadosa da área para minimizar o risco de infecções.

Em seguida, procede-se à punção da membrana cricotireóidea inserindo-se uma agulha ou cateter com mandril perpendicularmente à pele. Dessa forma, a agulha é avançada até se sentir uma perda de resistência, indicando que a ponta atingiu a traqueia, momento em que se conecta uma seringa para aspirar suavemente e confirmar a entrada de ar. Após a inserção do cateter, se utilizado com mandril, retira-se este último enquanto o cateter é mantido na posição adequada, sendo então conectado a um tubo de ventilação ou dispositivo de conexão.

A ventilação é iniciada conectando-se um dispositivo de ventilação manual (Ambu) ao tubo ou dispositivo de conexão, observando-se cuidadosamente a elevação do tórax para garantir uma ventilação eficaz. Posteriormente, o cateter é fixado de maneira segura para evitar deslocamentos, enquanto os sinais vitais do paciente são monitorados continuamente, incluindo a saturação de oxigênio e os níveis de CO2, para assegurar a adequada função respiratória e o sucesso do procedimento.

Acesso venoso central

O acesso venoso central é um procedimento médico essencial para administrar medicamentos, fluidos, nutrientes ou produtos sanguíneos diretamente na corrente sanguínea, bem como para monitorar a pressão venosa central.

Indicações

  • Administração de medicamentos que irritam veias periféricas
  • Infusão de grandes volumes de fluidos ou produtos sanguíneos
  • Nutrição parenteral total
  • Monitoramento hemodinâmico
  • Acesso vascular prolongado
  • Hemodiálise ou plasmaférese.

Entenda como esse procedimento é realizado!

Cateterismo vesical

O cateterismo vesical é um procedimento médico utilizado para inserir um cateter estéril na bexiga através da uretra, permitindo a drenagem de urina quando o paciente é incapaz de urinar normalmente. Este procedimento é comum em ambientes clínicos, hospitalares e em situações de emergência.

Indicado em casos de:

  • Esvaziamento da bexiga em pacientes com retenção urinária aguda ou crônica
  • Monitoramento preciso da produção de urina em pacientes críticos
  • Facilitação da coleta de amostras de urina estéreis para análise laboratorial
  • Auxílio em procedimentos cirúrgicos que exigem bexiga vazia.

Como é feito o cateterismo?

Para realizar o cateterismo vesical, posiciona-se o paciente de maneira confortável, geralmente em posição supina (deitado de costas), enquanto o profissional de saúde explica o procedimento detalhadamente, garante o consentimento informado e preserva a privacidade do paciente. Após o preparo inicial, limpa-se a região genital externa cuidadosamente com um antisséptico, como povidona iodada, para reduzir o risco de infecção durante a inserção do cateter.

Em seguida, lubrifica-se a extremidade distal do cateter uretral com gel estéril, facilitando assim a inserção suave do cateter através da uretra até a bexiga, com monitoramento constante da resistência para evitar lesões. Uma vez alcançada a bexiga, infla-se um balonete na extremidade do cateter com água ou solução salina estéril para fixá-lo no local e prevenir deslocamentos involuntários. Com o cateter devidamente inserido e fixado, a urina começa a drenar livremente para um recipiente coletor externo, enquanto monitora-se o fluxo para avaliar quantidade e aspecto.

Fixa-se o cateter na região genital com fita adesiva ou dispositivo apropriado para garantir estabilidade, e mantem-se o local de inserção limpo e seco para evitar complicações infecciosas. Durante todo o período de uso do cateter, monitora-se o paciente quanto à função urinária, sinais de infecção do trato urinário e outros sintomas adversos, avaliando-se continuamente a necessidade de manutenção ou remoção do cateter conforme necessário.

Foley catheter

Referência bibliográfica

  • Alan C. Heffner, MD. Mark P Androes, MD. Overview of central venous access in adults. Disponível em: < https://bit.ly/3qyNefX >. UpToDate.

Tenha acesso aos principais procedimentos clínico-cirúrgicos!

Para te ajudar a potencializar os seus estudos, a Sanar produziu uma série de e-books gratuitos sobre os procedimentos que todo médico precisa saber.

Confira a lista e baixe todos que achar essencial para sua formação profissional:

Sugestão de leitura complementar

Estude para o internato com o SanarFlix!

Compartilhe este artigo:

Uma pós que te dá mais confiança para atuar.

Conheça os cursos de pós-graduação em medicina da Sanar e desenvolva sua carreira com especialistas.

Anúncio

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀