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4ª Diretrizes de Monitorização Residencial da Pressão Arterial | Ligas

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Conheça agora a 4ª Diretrizes de Monitorização Residêncial da Pressão Arterial. Tire suas dúvidas e saiba indicar ao paciente.

A 4ª Diretrizes de Monitorização Residencial da Pressão Arterial (2018) é um documento desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, que trata de descrever a realização da Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) e que guia os diagnósticos de normotensão verdadeira, hipertensão verdadeira, hipertensão arterial do avental branco e hipertensão mascarada.

A MRPA é um método que permite o registro da pressão arterial por um longo período de tempo (cerca de 5 dias) e obter várias medidas da pressão arterial.

A medição pode ser feita pelo próprio paciente ou por profissional treinado, utilizando um equipamento validado, calibrado e que possua memória.

A MRPA difere da Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) porque as medidas não são feitas aleatoriamente, mas segue um protocolo. Ambas monitorizações são melhores preditores do risco cardiovascular que a medida isolada de consultório.

Principais indicações, vantagens e limitações da MRPA

O método MRPA fornece informações pertinentes dos níveis pressóricos fora do ambiente hospitalar. É indicado para a confirmação diagnóstica da hipertensão arterial e da hipertensão arterial resistente, para a verificação da eficácia do tratamento anti-hipertensivo, para a identificação da hipertensão mascarada.

Também é indicado para a identificação e seguimento da hipertensão do avental branco e para a identificação e quantificação do efeito do avental branco.

Como principais vantagens se encontram o baixo custo, boa reprodutibilidade e aceitação pelos pacientes, além de proporcionar uma maior quantidade de medidas da PA em dias diferentes, também auxilia na avaliação prognóstica, leva ao aumento das taxas de controle da PA, melhora a adesão medicamentosa, além de diminuir a reação de alarme.

Porém, existem algumas limitações como a chance de erros na obtenção das medidas da PA. Pode ocorrer também ansiedade em alguns pacientes, além da restrição em pacientes com arritmias para equipamentos sem essa validação.

Protocolo para realização do exame

Deve ser seguido um protocolo para a realização da MRPA, sendo essa uma característica que a difere da MAPA. Ele define o período de medição da pressão arterial, o número de medidas, o intervalo entre as medidas e o número de dias de duração do exame.

Existem diferentes protocolos, definidos em estudos. Contudo, a 4ª Diretrizes de Monitorização da Pressão Arterial traz recomendações de um, o qual vamos explicar aqui.

  • Horário de medida da PA: a diretriz recomenda que a medição de PA seja feita em dois períodos: manhã e entardecer/anoitecer.
  • Número de medidas: É recomendado realizar três medições em cada período, com intervalo de um minuto entre as medidas.
  • Exclusão de medidas: Devem ser obtidas, pelo menos, 14 medidas válidas. São excluídas as medidas que apresentarem valores discrepantes, como PAD >140mmHg e <40mmHg, PAS < 70mmHg e >250mmHg e pressão de pulso <20 mmHg ou >100mmHg, a menos que exista uma justificativa clínica para mantê-las.
  • Período de verificação: A diretriz sugere que a monitorização seja realizada em, no mínimo, cinco dias.
  • Primeiro dia: As medidas realizadas no primeiro dia da monitorização devem ser excluídas para fins de definição das médias da PA. A medida de consultório (o valor de PA medido no momento da consulta) será utilizada para calcular a reação de alarme.

Os registros das medidas são enviados a um sistema e/ou impressos e analisados por um médico.

Orientações sobre a medida da pressão arterial domiciliar

Após a realização do exame, deverá ser emitido um laudo da monitorização residencial da pressão arterial, contendo informações como:

  • Motivo da solicitação do exame, descrição do protocolo utilizado;
  • Qualidade do procedimento (obtenção ou não de 14 medidas válidas);
  • Médias da PA (média total, diária e nos períodos);
  • Reação de alarme;
  • Valores de normalidade utilizados para comparação;
  • Conclusão sobre o comportamento da PA (classificado como anormal ou normal) e sobre a eficácia da terapêutica anti-hipertensiva em uso no momento.

Resultados que indicam normalidade

É considerado como média anormal valores de Pressão Arterial ≥ 135 mmHg para pressão arterial sistólica (PAS) e ≥ 85 mmHg para pressão arterial diastólica(PAD), sendo essa média os valores analisados no período total.

Contudo, é importante a observação das médias apresentadas nos períodos da manhã e da noite para o planejamento de estratégias terapêuticas adequadas.

Por definição reação alarme é aquela obtida pela diferença entre a média de PA da MPRA e a média de duas PA obtidas no consultório, sendo considerados significativos valores ≥ 20mmHg para a PAS e/ou ≥ 10 mmHg para a PAD.

Aplicações das medidas de pressão arterial

O MRPA é mais efetiva para avaliar o comportamento da PA do que as medidas obtidas no consultório médico, principalmente para a detecção de hipertensão mascarada (HM) e hipertensão do avental branco (HAB).

Além disso, também é utilizada para avaliar o prognóstico do paciente hipertenso, uma vez que possuem melhores correlações a eventos cardiovasculares se comparada às medidas obtidas na clínica.

Ainda, pode ser aplicado para monitorar o tratamento terapêutico do paciente hipertenso, contribuindo assim para a diminuição do uso desnecessário dessas drogas.

Outrossim, é a sua aplicação em situações especiais, como pacientes com doença renal crônica, diabéticos e obesos devido a maior frequência do aparecimento de HAS e HAB. Sua aplicação em crianças, adolescentes e idosos também é incentivada, já em pacientes com arritmia deve ser usado com cautela.

O que mudou na diretriz de Monitorização Residencial da Pressão Arterial em relação à anterior

Algumas mudanças podem ser observadas entre as publicações da 4ª Diretrizes de MRPA e da 3ª Diretrizes de MRPA. A seguir, apresentamos as principais:

  3ª Diretriz de MRPA (2011) 4ª Diretriz de MRPA (2018)
Valores anormais da média total da MRPA PAS > 130 mmHg e/ou PAD > 85 mmHg PAS > 135 mmHg e/ou PAD >85 mmHg
Protocolo para realização da MRPA 2 medidas por período (manhã e noite) Não recomenda um número exato de dias de duração do exame. 3 medidas por período (manhã e noite) Recomenda 5 dias de duração do exame.
Calibração do medidor de pressão Não especifica o período. A calibração deve ser feita pelo fornecedor do equipamento ou seu representante a cada 12 meses, no mínimo. Também deve ser feita a calibração sempre que houver discrepância de mais de 5 mmHg entre as medidas do monitor e do aparelho de coluna de mercúrio.
Custo-efetividade Relata que evidências internacionais sugerem que a MRPA tem boa relação custo-efetividade. Traz a informação que a MRPA é mais eficaz que a medida de consultório para a avaliação da PA e tem menor custo que a MAPA, segundo estudos recentes.
Quadro 1 – Principais mudanças quando se comparam a 3ª e a 4ª Diretrizes de MRPA. Fonte: Elaborado pelas autoras.

A 3ª Diretrizes de MRPA destaca a importância de orientação do paciente com relação a maneira adequada de realizar a medição da sua pressão arterial, já que, muitas vezes, é ele o responsável pelas medições durante a realização do exame. Deve-se esclarecer que as medições domiciliares de PA seguem as mesmas recomendações que as medições em consultório.

Trazemos aqui algumas orientações reunidas na diretriz, que devem ser repassadas para o paciente a fim de que sejam obtidas medidas válidas durante a monitorização.

  • Efetuar medidas antes da tomada dos medicamentos anti-hipertensivos e antes do desjejum e do jantar, ou após duas horas.
  • O manguito deve ser colocado no braço ao nível do coração e sem garroteamento por roupas apertadas.
  • A medição deve ser realizada com o paciente a, pelo menos, 5 minutos de repouso e a 30 minutos sem fumar, sem ingerir cafeína e bebida alcoólica e sem ter feito exercícios físicos. Também, a bexiga do paciente não pode estar cheia.
  • Durante a medição, o paciente deve estar sentado, em um ambiente confortável, com as costas apoiadas na cadeira e o braço colocado sobre uma mesa com a palma da mão voltada para cima. Não pode haver movimentação durante a medição.
  • O paciente deve estar relaxado, com as pernas descruzadas e, além disso, não deve falar durante a aferição. A diretriz reforça que as medidas devem ser obtidas com intervalos de 1 minuto.

Autores, revisores e orientadores:

  • Autora: Gabriela Silva Bochi – @gabriela_bochi
  • Autora: Jéssica Aparecida Lopes – @jehlopes16
  • Revisor: Gabriel dos Reis Pinto
  • Orientadora: Hudsara Aparecida de Almeida Paula – @wood__sara

Referências:

BRANDÃO, Andrea A, et al. 6ª Diretrizes De Monitorização Ambulatorial Da Pressão Arterial E 4ª Diretrizes De Monitorização Residencial Da Pressão Arterial. Arq. Bras. Cardiol., v. 110, n. 5 suppl 1, p. 1-29, maio. 2018. Disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2018/01_diretriz-mapa-e-mrpa.pdf Acesso em: 06 maio 2021.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. V Diretrizes De Monitorização Ambulatorial Da Pressão Arterial (MAPA) E III Diretrizes De Monitorização Residencial Da Pressão Arterial (MRPA). Rev Bras Hipertens., v. 18, n. 1, p. 18-25, 2011. Disponível em: http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/18-1/06-parte3.pdf Acesso em: 06 maio 2021.

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